Por que Nath Finanças engaja mais que os maiores bancos do país?
Nathália Rodrigues, mais conhecida como Nath Finanças, nunca foi uma influenciadora para quem tem muito dinheiro. Ela cresceu em Nova Iguaçu, formou em Administração, fez pós na FGV, e escolheu trabalhar com quem os bancos ignoram: o endividado, aquele que nunca se planejou porque planejamento era coisa de quem já tinha dinheiro.
Essa escolha de nicho que parecia limitar virou o maior diferencial que uma instituição financeira tradicional não consegue comprar.
Foi o que os números do FInfluence, estudo da Anbima com o Ibpad que monitora 1.910 perfis nas principais redes, confirmaram: influenciadores individuais registram média de 3.052 interações por publicação contra 2.438 dos perfis corporativos.
O ponto vai além do conteúdo das mídias sociais. Um banco pode contratar copywriter, pode simplificar o vocabulário, pode criar série explicando o que é CDI. O que não consegue reproduzir é a origem compartilhada da pessoa que aprendeu sobre finanças porque precisava sair do vermelho e que hoje ensina exatamente esse caminho.
Ampliar presença digital já não resolve o problema dos bancos no ambiente de conteúdo financeiro. O que resolve é o que Nath Finanças construiu ao longo de anos e que não existe em carteira de produto nenhuma: a prova de que o caminho funciona vinda de quem fez ele.
Essa escolha de nicho que parecia limitar virou o maior diferencial que uma instituição financeira tradicional não consegue comprar.
Foi o que os números do FInfluence, estudo da Anbima com o Ibpad que monitora 1.910 perfis nas principais redes, confirmaram: influenciadores individuais registram média de 3.052 interações por publicação contra 2.438 dos perfis corporativos.
Os bancos cresceram 12% no segundo semestre de 2025 e já concentram 43% das interações totais sobre o tema, mas mesmo assim ficam atrás na métrica que importa.
Uma instituição financeira fala para quem já está dentro do sistema. O vocabulário é de quem tem conta, tem investimento, tem horizonte de planejamento. Quando chega na plataforma, ele já chegou com a autoridade do nome e com a estrutura de produção, mas sem se conectar com o problema real do interlocutor.
Nath Finanças chegou com o problema. A criadora que foi destacada pela Forbes no Under 30 em 2020, que entrou para a lista dos 50 maiores líderes globais em 2021 pela Fortune e ficou entre as personalidades mais influentes da América Latina pela Bloomberg Línea construiu credibilidade fazendo o movimento oposto ao que o mercado financeiro faz: aproximou o tema de quem mais precisa.
O que os bancos constroem quando falam de finanças
Uma instituição financeira fala para quem já está dentro do sistema. O vocabulário é de quem tem conta, tem investimento, tem horizonte de planejamento. Quando chega na plataforma, ele já chegou com a autoridade do nome e com a estrutura de produção, mas sem se conectar com o problema real do interlocutor.
Nath Finanças chegou com o problema. A criadora que foi destacada pela Forbes no Under 30 em 2020, que entrou para a lista dos 50 maiores líderes globais em 2021 pela Fortune e ficou entre as personalidades mais influentes da América Latina pela Bloomberg Línea construiu credibilidade fazendo o movimento oposto ao que o mercado financeiro faz: aproximou o tema de quem mais precisa.
Quem poderia imaginar que as pessoas que fazem parte da maioria da população são as que mais consomem conteúdo nas mídias sociais? A edtech Nath Play, o livro Orçamento Sem Falhas e a startup de pagamentos Noh são extensões dessa mesma leitura: um ecossistema inteiro construído em cima de uma audiência que os bancos trataram como não-público por décadas.
A diferença não está no conteúdo, está em quem fala para quem
O ponto vai além do conteúdo das mídias sociais. Um banco pode contratar copywriter, pode simplificar o vocabulário, pode criar série explicando o que é CDI. O que não consegue reproduzir é a origem compartilhada da pessoa que aprendeu sobre finanças porque precisava sair do vermelho e que hoje ensina exatamente esse caminho.
Entre os perfis corporativos, 16% das contas, as maiores, são responsáveis por 53% de todas as interações do grupo de pessoas que engajam com eles. Ou seja, quase metade do engajamento dos bancos e instituições está nas poucas contas que já tinham nome antes de chegar nas redes. Tire essas contas da conta e o número cai.
Já entre os criadores individuais, a dinâmica é bem mais variada, com diferentes perfis, inclusive os de pequeno porte, gerando mais alcance, engajamento e relevância junto a essa população. E isso não tem nada a ver com algoritmo ou quanto cada um investe em distribuição. Só mostra uma audiência que segue quem tem uma trajetória parecida com a dela, não quem tem o maior orçamento de mídia.
Ampliar presença digital já não resolve o problema dos bancos no ambiente de conteúdo financeiro. O que resolve é o que Nath Finanças construiu ao longo de anos e que não existe em carteira de produto nenhuma: a prova de que o caminho funciona vinda de quem fez ele.