Estilo de vida saudável virou o novo símbolo de ostentação e você pode se beneficiar com isso


Uma mudança nada discreta e decisiva tomou conta das redes sociais. A ostentação explícita perdeu força, e no lugar dela surgiu um novo padrão de status: a vida “saudável”, organizada e tranquila.


Influenciadores e celebridades transformaram o autocuidado em vitrine social, onde suplementos premium, academias exclusivas, treinos sob medida e rotinas impecáveis substituem os antigos símbolos de riqueza. 


O fenômeno ficou ainda mais evidente com empreendimentos como a WP Gym, academia milionária da influenciadora Virgínia, que vende não só treino, mas uma estética de “alto padrão saudável”.


A simplicidade virou ostentação


A tendência global é o wellness como capital social. Em um mundo acelerado, mostrar calma virou um privilégio. Exibir disciplina corporal e emocional comunica acesso a três recursos raríssimos: tempo, dinheiro e tranquilidade mental


O luxo migrou do material para o comportamental, e o corpo se tornou prova viva dessa hierarquia social. Trata-se de uma performance baseada no equilíbrio como marcador simbólico de poder. E isso já não é mais sobre saúde, é sobre interesse.


Quanto mais natural parece, mais caro foi para construir.


Como podemos nos beneficiar 


A ascensão do wellness como status abre oportunidade tanto para marcas quanto para profissionais que querem se posicionar de forma estratégica. 


O ponto-chave não é tentar competir com o luxo, mas traduzir esse movimento para algo palpável, útil e replicável. Aqui vão 5 ações práticas:


  1. Traga o wellness para a vida real, mostrando rotinas sem glamour, com cansaço, falhas e adaptações — isso gera identificação e confiança.

  2. Ensine pequenos rituais acessíveis, que provem que bem-estar não precisa custar caro (micro-hábitos, organização simples, descanso real).

  3. Crie produtos ou conteúdos de “autocuidado possível”, não perfeccionista: planners, treinos curtos, receitas rápidas, kits funcionais.

  4. Associe seu posicionamento a equilíbrio, não a performance. Marcas e profissionais que comunicam calma conquistam credibilidade.

  5. Use a estética do wellness com propósito, não como imitação de luxo: paleta limpa, linguagem direta, foco no impacto humano.


O wellness elitizado cria barreiras, mas é justamente aí que nasce uma grande oportunidade de impacto social, liderando um movimento de bem-estar acessível. Ações de impacto incluem:

  • Conteúdos abertos sobre alimentação e cuidados acessíveis;

  • Parcerias com comunidades esportivas para ampliar acesso a atividades físicas;

  • Incentivo aos exercícios como autocuidado simples e sem glamour.


Transformar o wellness em acesso, e não em exclusão, é o que diferencia marcas que acompanham tendências daquelas que ditam tendências.